segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Saudade..




Saudade é solidão acompanhada,




é quando o amor ainda não foi embora,


mas o amado já...





Saudade é amar um passado que ainda não passou,


é recusar um presente que nos machuca,


é não ver o futuro que nos convida...





Saudade é sentir que existe o que não existe mais...





Saudade é o inferno dos que perderam,


é a dor dos que ficaram para trás,


é o gosto de morte na boca dos que continuam...





Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:


aquela que nunca amou.





E esse é o maior dos sofrimentos:


não ter por quem sentir saudades,


passar pela vida e não viver.





O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.







Pablo Neruda

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Quando eu for...







Quando eu for, um dia desses,




Poeira ou folha levada


No vento da madrugada,


Serei um pouco do nada


Invisível, delicioso





Que faz com que o teu ar


Pareça mais um olhar,


Suave mistério amoroso,


Cidade de meu andar


(Deste já tão longo andar!)





E talvez de meu repouso...

































Mario Quintana
















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Ausência


















Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces


Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.


No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida


E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.


Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.


Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados


Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada


Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.


Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.


Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.


Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.


Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.


Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.


E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.


Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.


Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.


E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.


Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.



Vinicius de Moraes

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Semaninha de praia




 Uma dica:


Salve as imagens em seu computador  e abra  no PAINT para melhor visualizar.




















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Só de férias....








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